Procon-SP Cobra Respostas da Nintendo
O Procon-SP voltou a requerer explicações da Nintendo nesta quarta-feira (25), pedindo modificações em cláusulas contratuais que são vistas como abusivas pela instituição. A maior preocupação é a possibilidade de bloqueio de consoles e a rescisão unilateral de serviços contratados por consumidores brasileiros, como o Nintendo Switch Online, sem uma justificativa transparente.
No comunicado emitido, o Procon-SP também destacou um problema ainda mais grave: a falta de representação legal da Nintendo no Brasil. Apesar de comercializar seus produtos no país e de participar de eventos, a empresa não possui um CNPJ ou um endereço fixo aqui, o que dificulta a atuação dos órgãos de defesa do consumidor e compromete o direito à proteção, conforme previsto pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).
Cláusulas Abusivas e Risco para os Consumidores
De acordo com o Procon-SP, a investigação exigiu contato direto com a sede da Nintendo nos Estados Unidos. Apenas após essa abordagem, a empresa designou um escritório de advocacia brasileiro para atender ao caso, sem, no entanto, estabelecer uma representação formal no Brasil.
O assunto ganhou notoriedade em maio, quando se descobriu que os novos termos de uso da Nintendo poderiam desativar consoles ou jogos se os usuários violassem cláusulas do contrato, mesmo sem critérios bem definidos. O Procon-SP qualificou essas regras, elaboradas para combater a pirataria no Switch, como “abusivas em uma primeira análise”.
A instituição também chamou a atenção para a possibilidade de os jogadores não conseguirem processar a empresa devido a cláusulas de arbitragem individual obrigatória. Na ocasião, o Procon-SP deu um prazo de 48 horas para que a Nintendo se pronunciasse sobre suas preocupações.
Consumidor Pode Ficar Desamparado
Aproveitando a situação envolvendo a Nintendo, o Procon-SP reforçou que os consumidores devem sempre checar se as empresas têm representação no Brasil antes de realizar suas compras. O diretor de Atendimento e Orientação do Procon-SP, Álvaro Camilo, ressaltou a importância dessa verificação antes de assinar contratos ou adquirir serviços digitais.
“A existência de uma representação no Brasil deve ser um dos critérios de decisão de compra”, afirmou o diretor. “Sem essa base, os Procons não conseguem atuar plenamente, pois as leis variam entre os países.”
O Procon-SP informou que qualquer problema que surja em relação à entrega de produtos, defeitos ou suporte técnico pode ser mais difícil de resolver na ausência de uma representação formal da empresa no Brasil. Nesses casos, os consumidores muitas vezes não têm a quem recorrer, de acordo com o órgão.
No contexto da Nintendo, é importante lembrar que, apesar da falta de um escritório formal no país, a empresa oferece produtos como o recente Switch 2, além de apresentar políticas de garantia adaptadas ao Brasil, assim como assistência autorizada.
O Que Diz a Nintendo?
Até o momento da publicação, a Nintendo ainda não havia respondido sobre a notificação recebida do Procon-SP nem se pronunciou sobre o assunto em questão.
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