Uma Nova Era para Fantasy Life
Acreditar que Fantasy Life i: The Girl Who Steals Time finalmente foi lançado pode parecer surreal, especialmente considerando os desafios que a Level-5 enfrentou para concretizar esta continuação do famoso jogo de Nintendo 3DS. O projeto passou por várias dificuldades, incluindo a saída de seu produtor, Keiji Inafune, criador de Mega Man, e adiamentos desde sua revelação em 2023.
Em um cenário onde muitos jogos são cancelados, a Level-5, uma produtora japonesa, não só voltou a se fazer notar no Ocidente após um longo hiato, mas também lançou o que é, até agora, o seu título mais ambicioso. Superando as limitações do 3DS, este novo jogo mostra claramente a evolução desde seu antecessor, fundindo características de jogos como Animal Crossing: New Horizons e The Legend of Zelda: Breath of the Wild, enquanto preserva a essência do original.
A Comparação com o Studio Ghibli
Antes de falarmos sobre o jogo em si, é importante contextualizar a importância de Fantasy Life para muitos fãs, inclusive eu. Lançado em 2012, o primeiro jogo me trouxe momentos de refúgio durante períodos difíceis. A Level-5 sempre foi uma desenvolvedora querida por mim, devido a experiências memoráveis com jogos como Inazuma Eleven, Ni no Kuni e Professor Layton.
Em uma analogia, podemos comparar a Level-5 ao Studio Ghibli na indústria dos videogames, já que ambas as empresas imprimem uma dedicação palpável em suas obras. O estilo artístico único e as narrativas envolventes são marcas registradas do que ambas produzem, fazendo com que suas criações sejam verdadeiros tesouros.
A Experiência de Jogo
O jogo pode facilmente se enquadrar nos moldes de um cozy game, seguindo a linha de Animal Crossing, com robustas mecânicas de personalização. Alternativamente, pode se transformar em um RPG de ação em uma perspectiva top-down, lembrando os títulos mais recentes de The Legend of Zelda. O jogador tem total liberdade para escolher seu caminho, seja dedicando-se à combate ou a ofícios como a costura.
- Liberdade nas escolhas: O jogador pode mudar de ofício sempre que desejar.
- Sistema de vidas: O mesmo do jogo anterior, com classes diferentes para explorar.
- Interatividade: As tarefas, como pescar ou minerar, são envolventes e gratificantes.
História e Jogabilidade
A narrativa do jogo serve como pano de fundo para aprendizado e familiarização com as mecânicas. A história, apesar de não ser o foco principal, apresenta duas novas profissões: fazendeiro e artista. O jogador é convidado a viajar entre o passado e o presente, buscando resolver um mistério relacionado à garota que controla o tempo.
O modo cooperativo agrega muito à experiência, permitindo que até quatro jogadores se unam no mesmo mundo de jogo, tornando-o uma excelente opção para jogar com amigos ou família.
Mundo Aberto e Exploração
Uma crítica que muitos tinham em relação ao primeiro Fantasy Life era o tamanho do seu mapa. Graças à evolução tecnológica, Fantasy Life i: The Girl Who Steals Time oferece um grande mundo aberto que pode ser explorado desde o início. O novo continente, Ginormosia, é repleto de atividades e missões secundárias que garantem mais de 200 horas de conteúdo diversificado.
- Exploração inicial: O jogador pode explorar todo o mapa desde o começo.
- Mecânicas de jogo diversas: Missões incluem desafios, quebra-cabeças e colheitas.
- Extensão do conteúdo: O sentimento é de que há ainda muito a ser descoberto.
Conclusão
Fantasy Life i: The Girl Who Steals Time se torna um refúgio perfeito para aqueles que buscam desconectar-se das pressões da vida. O jogo presenteia o jogador com tarefas cotidianas que, sob a batuta da Level-5, se transformam em experiências leves e prazerosas. Com sua essência relaxante, o título promete ser uma peça chave para quem procura um game confortável, assim como Stardew Valley e Animal Crossing.
Estou curioso para saber suas impressões sobre o jogo! Deixe sua opinião nos comentários abaixo.


